sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Diário de motociclista, ou quase isso..

Fodi com meu carro, mandei pra oficina e tal, não tenho nem previsão de quando vai ficar pronto.
Acontece que essa que vos escreve trabalha em um local inóspito e terrívelmente difícil de se chegar com transporte público. Nem falo pela distância, que é de 22km - mas sim pq são 22km no sentido aposto a civilização, na beira de uma rodovia, quase em outro município (aliás, passo em outro munícipio pra chegar lá, quando de carro). Sem carro, pensei em, sei lá, morar em um hostel até o carro ficar pronto, ou simplesmente não ir trabalhar até essa situação se resolver - Explico: pra chegar no meu trabalho de transporte público são dois ônibus e um metrô, trajeto de quase 3 horas, em pé, no transporte público. NÃO DÁ. Trajeto esse que eu faço em 1 hora de carro.

Daí que meu chefe agiu proativamente - dando um berro, pra perguntar quem podia me dar carona. Foi então que descobri um colega de trabalho que mora aqui perto de casa e poderia me dar carona, mas detalhe: de moto.

Gente, me cago de medo de moto, mas diante das opções, preferi aceitar a carona de moto do que me acabar passando 6 horas por dia em transporte público.

Primeiro dia: pura tensão, medaço! mãos travadas segurando na moto com toda força, mal olhava pro lado, mal respirava direito. Viagem inteira com os ombros tensionados. Perdi as contas de quantas vezes pensei que fosse perder a perna direita, mas felizmente ela continua aqui. E olha, se tivesse uma câmera filmando minhas caretas, certamente seria um dos vídeos mais bizarros já postados no youtube, sérião.

Segundo dia: claramente mais adaptada, reduzi as caretas, já soltava uma mão por vezes pra coçar o nariz ou mexer na viseira, arriscava olhar pros lados, não tinha mais a sensação de que ia perder a perna a qualquer momento. Mas o medo de morrer continuava.

Terceiro dia: até as duas mãos eu consegui soltar, ergui o pescoção pra checar o velocimetro várias vezes, olhei pro lado várias vezes, me distraí e curti o vento batendo no rosto. Mas vira e mexe ainda bate aquela visão de eu voando pra um lado e a moto pro outro, o pensamento de que se aquela porra cair eu vou morrer, mas enfim.. enjoy the wind.

Quarto dia: prestes a soltar e levantar as duas mãos na ladeira dos 3 tombos gritando: HOPI HARI ÊÊÊÊÊ!



Mas ainda tenho medo de cair e ser atropelada por um caminhão cartepilar.
#oremos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pois então...

Quem aparece de vez em quando por aqui deve ter percebido que a cada postagem esse blog está com um layout diferente. Pois é, são minhas tentativas de não deixá-lo morrer, sempre tenho a esperança que um layout novo trará um novo ânimo pra escrever, mas isso não acontece.

Sempre fui tão mais engajada com essa coisa de criar. Pintar, desenhar, fotografar, bordar, inventar. Artesanatos em geral, sempre gostei - ou gostava. Não que eu fosse uma pessoa boa nessas coisas, mas sempre tive a sede de alguma atividade artística, por assim dizer.

Hoje sinto vontade disso tudo, mas é como um bicho preso na gaiola. Penso em mil coisas, não consigo fazer nada. Aparentemente perdi a chave da gaiola. E o bicho continua lá, preso.

A mesma coisa aconteceu com a pessoa que escrevia aqui e no corporativismo feminino. Vontade não falta, mas não sai nada. O bicho que escreve tá preso e o máximo que ele consegue fazer é ditar essa justificativa porca.

Espero não abandonar isso aqui de vez.
Espero que meu bicho não morra na gaiola.