domingo, 23 de maio de 2010

Tá tudo assim, tão diferente

Título clichê pra um post, eu sei. Mas é a mais puta (e pura) verdade, tá tudo assim tão diferente, gente.


Cada vez que volto de (viagem de) férias, volto assim, tão diferente. Na verdade acho que mudo (todos nós mudamos) um pouquinho assim, cada dia. Mas as férias sempre parecerem uma vida em 10 dias, depois delas parece que tudo muda um pouco mais que o normal (me digam se sou a única doida que sente isso.rs)
Ainda não tive ânimo pra fazer um post sobre a viagem, pq ahhhhh, foi tanta coisa e tão pouco tempo, vai dar um post kilométrico. Mas voltei diferente, com a mente mais aberta em vários sentidos, acreditando em coisas que eu me negava a acreditar. Nem vou entrar em detalhes, pois vocês iriam me achar louca, haha.

Isso não só por coisas boas, parte das férias foram muito complicadas, muito mesmo, complicadas ao ponto de me levarem pro hospital mais de uma vez, fiquei alguns dias MAL, muito MAL mesmo. Mas isso me fez levar mais à sério coisas que eu vinha empurrando com a barriga há anos, mas enfim....tudo, mas tudo mesmo, até o pior dos momentos, teve seu lado positivo.

Eu estou mais verborrágica do que nunca, parece que engoli todas as papas da língua na dose de algum drink que bebi por aí. Esses dias meu gerente veio dar bom dia e eu respondi com um : " - Bonita gravata!". Oi, essa não sou eu. Ou não era, sei lá. hahaha.

Me encontrei em uma coisa que nunca fiz antes, e agora até sinto falta nos dias que não vou pra academia. E é uma sensação de que não completei o trabalho quando não saio suando em bicas. Aprendi a tomar banho gelado a e a usar aquele box compartilhado com vários chuveiros sem ter vergonha. Acostumei com o cheiro de cloro daquele vestiário, que tem acesso direto à piscina. A piscina que não uso, nem sei nadar. Mas vou usar, ganhei aulas de natação aos sábados por 1 ano.

Nunca estive tão "pobre", financeiramente falando. Além do rombo causado pela viagem estou comprando roupas descompassadamente. Juro que isso não é de mim, normalmente demoro horrores pra achar uma roupa que me agrade, mas de repente assim, um monte de coisa começou a cair bem? Isso pode ser algum descontrole ou até uma doença, mas prefiro acreditar que quanto mais gosto das roupas é porque estou gostando mais do que vai dentro delas, ou seja, de mim.

Toquei o foda-se no cartão de crédito. NUNCA antes fiz isso na vida, mas ok, deixa eu sentir como é isso de ter que tirar dinheiro da poupança pra cobrir a conta corrente uma vez. Deixa eu passar dos limites, inclusive o do cartão de crédito. Não, gente, não quero me tornar uma dessas que vive devendo e paga a fatura de um cartão com outro cartão. Mas só dessa vez, deixa eu experimentar.

A cada dia percebo mais que a vida não é pra ser levada tão à sério. Que não vale a pena se fechar  tanto, que falar é bom, até besteira. Que às vezes, um estranho pode alegrar seu dia, mesmo que você nunca mais veja a cara dele.Você só precisa estar aberta à isso, a experimentar, a não levar tudo tão à sério, a não temer tanto e a não colocar o pudor na frente de tudo.

É claro que esse mundo é perigoso, e não falo que devemos se jogar de cabeça em tudo. Mas o medo, a seriedade e a desconfiança parecem estar do outro lado da moeda em que a felicidade está estampada. Esquecer a moeda virada do lado errado, qualquer um dos lados, é um erro. Estou tentando equilibrar minha moeda.

Sempre lamentei os defeitos do meu corpo, aliás, esse é um dos motivos que me fez encarar a academia. Ai ontem no shopping, ví um menino que devia ter sei lá, uns 10 anos, em um carrinho tipo de bebe, todo torto, levado pelo pai. E rindo. Ah, nesse momento parei e agradeci pela minha liberadade, de poder andar por ai, de ser perfeita do ponto de vista físico, embora não do ponto de vista estético. Mas ok, 15 min depois provei uma blusinha e lamentei minha barriga. Ainda não evolui tanto assim, mas valeu. rs

Não sei. Dormi e acordei com vontade de aproveitar a vida.
Nunca quebrei nenhum osso do meu corpo. Talvez semana que vem eu quebre o braço andando de patins. 

Daí eu convido vocês pra assinar meu gesso.

Mas quem escreveu isso foi só um pedacinho ainda bem pequeno de mim.

2 comentários:

Loo disse...

"Nunca quebrei nenhum osso do meu corpo. Talvez semana que vem eu quebre o braço andando de patins.


Daí eu convido vocês pra assinar meu gesso."

nhooooi

sindromemm disse...

Oi gostei do seu blog,
visite o meu sobre sindrome do panico.
Obrigado desde já.