sábado, 24 de janeiro de 2009

Triste história de um toupeira brasileira - PARTE II. (ou: O dia que caí na pegadinha do Ivo Holanda)

Sintam só o drama de ontem. Mas antes, uma breve introdução:

Em dezembro, antes de viajar, a toupeira brasileira aqui resolveu deixar o boleto de janeiro da faculdade pago. Só que eu provavelmente estava chapadona de Polaramine quando paguei o boleto, pois paguei R$ 60 num boleto de R$ 760. Ok. Podem me julgar, atitude altamente execrável confirmar o pagamento sem olhar direito na tela qual valor foi digitado.
Fato é que, como eu ia viajar, e na ocasião, o financeiro da faculdade estava em recesso (Oi? Eu deixo pra pagar minhas contas na véspera de reveillon) e a faculdade informou que a única forma de corrigir isso seria indo pessoalmente na faculdade pra fazer o pagamento, foi me dado o prazo de até 23 de janeiro, para ir à faculdade acertar a situação.

Toupeira brasileira que sou deixei pra fazer isso ontem. Yeah, último dia.

Agora sim, o drama de ontem:

Cheguei na faculdade com a intenção de pagar no cartão de débito, mas chegando lá fui informada que eles não aceitam nenhum tipo de cartão, nem débito nem crédito. Cheques? Também não.

Comecei a me perguntar em que porra de faculdade que estudo, já que até na barraquinha de Yakissoba do Xing aceita Rede Shop, mas na minha faculdade não. Inclusive na cantina (cantina, que uó de palavra) aceita todos os tipos de cartões, mas no fucking financeiro da faculdade não aceita.
E atentem para o detalhe que eu estudo em uma faculdade de tecnologia. Inclusive o termo “Tecnologia Avançada” integra o NOME da faculdade. Piada pronta né, eu sei.

Saí da faculdade pra tentar sacar dinheiro e descobri o triste fato que o limite para saques do meu banco é de R$ 500 por dia, faltaria ainda R$ 200. Zicaaaa dos infernos, me neguei a acreditar que ia sair de lá sem pagar o boleto.
Na hora lembrei das 223 cartinhas que já recebi da Mastercard falando que meu cartão de crédito tem um limite X para saque, finalmente pensei, essa porra vai servir pra alguma coisa né? Pago alguma taxa por sacar com esse cartão, mas pelo menos não preciso voltar aqui.

Primeiro tentei no caixa do Itaú (meu banco), que nem leu a merda do cartão. Fui andando desolada, quando avistei um shopping! Pensei que estava salva, afinal, dentro do shopping teria algum caixa que me permitisse sacar com o tal do maestro. Vi um caixa do Bradesco com todas as bandeiras possíveis, pensei, é tu mesmo! Leu o cartão, opção de saque, digitei o valor, digitei a senha: “operação indisponível no momento, tente daqui alguns instantes”. Tentei nos 89389423 instantes seguintes em todos os caixas do Bradesco que encontrei, mas nada de funcionar.

Tentei no caixa do Banco 24 horas, nada. Banco do Brasil, nada. Santander, nada. Detalhe, TODOS tinham a fucking bandeira Mastercard/Maestro, mas meu cartão não funcionava. O ridículo disso tudo é que quando estive na Argentina saquei dinheiro até no Banco Patagônia e funcinou, mas no Brasil nada funcionava.

Lembrei que tinha o cartão submarino na carteira, que também permite saques na rede do banco 24 horas. Fiz a dancinha da alegria e fui alegremente no caixa do banco 24hs, tudo funcionou lindamente! Exceto pelo fato que eu não lembrava a senha do cartão, mero detalhe.....hunf.

Já estava voltando desolada, quando avistei uma agencia do Bradesco, com dezenas de caixas eletrônicos novinhos olhando para mim. Pensei, porque não tentar novamente? Afinal a mensagem dizia: “operação indisponível no momento, tente daqui alguns instantes”, já se passaram muitos instantes, não? Fui lá mais uma vez.

No meio da tentativa de saque tocou meu celular, praguejei o quanto pude. Ao atender (e digitando no caixa eletrônico simultaneamente), a voz de uma moça do telemarketing:

- Por favor, a senhora Isabel?

- Eu mesma (e praguejando contra aquela criatura me interrompeu no meio da operação no caixa)

- Aqui é fulana do security da Mastercard, gostaria de consultar quando foi a última vez que a senhora usou o cartão de crédito, pois suspeitamos que ele esteja sendo clonado, devido as sucessivas tentativas de saque na última hora, em diversos caixas eletrônicos de bancos diferentes.

(Teto preto totallll, Ivo Holanda provavelmente é o novo presidente da Mastercard e estava fazendo pegadinha comigo. A porra do saque não funcionava em nenhum caixa, mas eles monitoraram todas as minhas operações. Certamente vão fazer um curta metragem sobre essa piada e transmitir no “Topa tudo por dinheiro” do Silvio Santos. Aguardem, vou virar estrela.)

- É minha filha, tô tentando sacar algum dinheiro pra comprar Alprazolam, mas só me aparece “operação indisponível no momento, tente daqui alguns instantes”. Já tentei em 784723847293 instantes, mas esse caixa realmente está marrento.


Depois dessa, desisti. (antes que a Mastercard enviasse a minha localização para o FBI e um policial comendo rosquinha viesse decretar minha prisão preventiva por clonagem do meu próprio cartão).

Era o último dia pra pagar o boleto sem a monstruosa multa. Voltei na falculdade totalmente desolada, fiz cara de gatinho do Shrek, respirei fundo e:

- “Moça, só consegui sacar R$ 500, posso pagar uma parte? Não me cobra multa moça, por favor, é o limite do meu banco, onde posso conseguir R$ 200 agora? Sabe de algum lugar pra vender a alma aqui por perto? Tentei conseguir dinheiro de todo jeito, só não dei que não deu”.

Ok, ela me deixou pagar na segunda-feira sem multa.

Segunda-feira essa que eu não queria de forma alguma ter que sair de casa, já que vou trabalhar de madrugada de domingo pra segunda. Infernosssssssssss.

(Mas já que eu vou ter que sair, alguém me acompanha numa cerveja na Av. Paulista segunda-feira a noite?)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Triste história de um toupeira brasileira

A toupeira aqui levou uma multa em dezembro, porque estava jogando tétris no celular enquanto dirigia, pra passar o tempo no trânsito, sabem?

O carro da toupeira aqui está no nome do toupeira-pai, logo, fez-se necessário preencher um formulário e enviar pelos correios para o DSV, solicitando a transferência dos pontos da habilitação do toupeira-pai para a toupeira-filha.

A Toupeira filha enviou o documento por carta simples, em vez de usar carta registrada. Saúdem a toupeira por isso!

Agora que chegou a 2° notificação da multa, a toupeira percebeu que os pontos não foram transferidos. Grande toupeira!

Toupeira tentou se comunicar com a CET pelo telefone da prefeitura (156) e foi orientada a ligar no Detran-SP.

Primeira constatação: Ligar no 236-0873 e falar com o Bozo ou a Vovó Mafalda é muito mais fácil do que conseguir contato com o Detran-SP.

Quando conseguiu contato com o Detran, a toupeira foi orientada a ligar na CET, e quando conseguiu contato com a CET, toupeira foi orientada a ligar no 156 da Prefeitura, primeiro telefone para o qual a toupeira havia discado.

Resumo da ópera: Toupeira vai usar seu último dia de férias para ir pessoalmente no Detran e tentar resolver isso, já que o atendimento telefônico de todos os orgãos públicos envolvidos parecem ser atendidos por uma mesma equipe de Bananas de Pijamas ou Teletubbies.

Isso é Brasil, isso é a prefeitura de São Paulo prestando um excelente atendimento aos contribuintes.

Toupeira brasileira sofre viu!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Procurando um dom

Desde criança, venho tentando descobrir qual o meu dom. Dom, do latin donu: Dádiva, dote natural, talento, habilidade especial para fazer algo.

Minha primeira tentativa foram os desenhos. Não que eu tivesse habilidades artísticas, mas sempre fui muito caprichosa e perfeccionista, e depois de algumas horas observando um mesmo desenho, conseguia reproduzi-lo de forma bem parecida - isso quando, de tanto usar a borracha, não produzia um belo buraco no papel sulfite.

O próximo passo foi tentar reproduzir objetos e paisagens, e foi nesse momento que a arte esfregou em minha face rosada que aquele não era meu dom. Noção de perspectiva e distância não eram meus fortes, e até hoje não são.

A fase dos desenhos passou, então, fui buscar alguma habilidade nos esportes. Mais uma vez, em vão. Nunca fui destaque nos jogos de queimada, vôlei, futebol, basquete ou qualquer outra coisa do gênero, e sendo sincera, devo afirmar que nem gostava daquilo.

No alto dos 13 anos, descobri o tênis de mesa, realmente comecei a gostar daquele novo esporte. Treinei, treinei, treinei incansavelmente, mas não adiantava, por mais que eu treinasse, meus primos sempre jogariam melhor do que eu. Mais uma vez, não era meu dom.

E claro, no meio disso tudo, tive uma passagem pelo mundo dos videogames. Não preciso mencionar que nunca consegui tirar a pobre princesa do Mario Bros do calabouço.

Há poucos anos, com o advento dos videokes, descobri como é gostoso e extasiante cantar. Desejei com todas as forças ter uma boa voz para o canto fosse meu dom, inutilmente.

Por fim, sempre achei fantástico e invejei pessoas que tem o dom com as palavras, e assim como das outras vezes, desejei profundamente tê-lo. Mas novamente, constatei que esse não é meu dom. As palavras não fluem tão facilmente quanto eu gostaria, não tocam tão profundamente quanto eu almejo e nem sempre execram tudo que quero dizer.

Mas sempre fiz tudo com muita dedicação, paixão e perseverança, e se nunca fui a melhor em nada, posso afirmar que nunca estive perto de ser a pior.

Confesso que, se um dom ainda não encontrei, paixões pelo caminho encontrei muitas. Por isso continuo desenhando, cantando e escrevendo.

Vai ver esse é meu dom, encontrar paixões.




Retrato da infância de Anália Maia feito por mim, hahahahaha.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Atualizacao rapida (e sem acentos)

Apenas uma fotinha direto do território inimigo :)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Diretamente do territorio inimigo..e sem acentos.

Postando rapidamente direto de Buenos Aires sem acentos em 10 minutinhos.

Enfim, cheguei!
Cara, me falaram que aqui é muito normal ver manifestacoes na frente de casa rosada, pois é. cheguei aqui e tive que andar alguns kilometros pra chegar no hostel, o taxista me deixou umas 10 quadras antes pq a Av. de Mayo estava (na verdade, ainda está) interditada. A principio pensei que fossem manifestantes, mas nao nao...é algum evento que passam uns carros estranhos na avenida, os pilotos sobem no teto do carro para saudar o povo e todo mundo se muvuca pra assistir.

MUVUCAR, do verbo um monte de argentino EM CIMA dos pontos de onibus, trepados nas arvores e onde mais for possivel pra assitir. Fiquei perplexa, nunca ví tanta gente trepada no ponto de onibus, papo sério (em breve, fotitas).

Fuiii! tenho mais o que fazer! (e tem gente querendo usar o micro, hehe).