segunda-feira, 3 de março de 2014

Oi?!

Então é isso, mais um ano se foi, e esse blog continua do mesmo jeito, as moscas. Pior é que eu penso em bloggar 200 vezes durante o ano, mas coragem pra sentar no computador e escrever, quem disse que eu tenho?
Mas estou aqui pra falar daquele evento anual, no qual eu venho pra tirar as teias de aranha desse blog: o amigo secreto das blogueiras (e ex-blogueiras também, cof cof..).

Esse ano não teve gente nova no AS, e a Paty e a Ana não participaram. Também ocorreu que devido a termos deixado o envio dos presentes pra janeiro, somado ao fator bel-com-preguiça-de-bloggar, meu post está saindo agora, no carnava, pois é!

 Vou tentar ser breve por motivos de: a bateria do notebook está acabando e eu esqueci o carregador no trabalho.

Como todo mundo já  postou, a essa altura vocês já sabem quem é minha amiga secreta. Sim, por mais um ano, meu presente veio lá de Minas, essa terra que eu amo. Só que dessa vez, é a Lile!

Quando começamos a brincadeira pelo site do Amigo Secreto, eu preenchi lá várias opções de presente. Só que esqueceram de avisar pra minha amiga, que ela deveria escolher apenas um dos itens pra me enviar. E foi assim, chegando um por vez, três dos itens da minha lista.

Primeiro chegou o calendário de mesa da Mafaldinha, que eu adoro e já estava namorando há algum tempo na Saraiva. Ele tem uma tirinha em cada página, puro amor!


Depois, chegou o travesseiro da Nasa! Por essa eu já não esperava, visto que já tinha recebido o calendário, né? Mas essa foi a Lile contribuindo com minha busca pelo travesseiro perfeito, hehe


E por fim, na semana seguinte, chegou esse copo super fofo UATT, com cartinha fofa e tudo mais!



 

O copo e o calendário, foram afofar minha mesa do trabalho. Infelizmente, o travesseiro não deu pra levar, hehehe

Lile, obrigada pelos presentinhos! Não precisava de tudo isso, mulé! hahahaah Mas claro que eu amei cada um deles.

E aqui encerro meu post, com 7% de bateria não dá pra ir mais longe que isso (depois eu volto pra linkar o post das meninas!).


terça-feira, 7 de maio de 2013

Oi?

sábado, 26 de janeiro de 2013

O Amigo secreto das blogueiras

Nesse fim de 2012 acabei  participando de um Amigo secreto entre blogueiras. Não sou grande fã de amigo secretos, mas como só tinha gente fofa participando, decidi entrar na brincadeira dessa vez.

O sorteio foi feito pelo site www.amigosecreto.com.br em novembro, os presentes foram enviados no início de dezembro, mas graças a eficiência dos Correios (NOT), o meu foi o último a chegar.

Quer dizer....a primeira parte chegou bem antes, foi um livro que eu já queria há tempos, e devorei em poucos dias.



Minha amiga secreta, toda atrapalhadinha, comprou pela loja virtual e mandou o pacote com o nome dela, daí antes de chegar a segunda parte do presente, eu já sabia quem era ela (Como eu sou mega curiosa, adorei a confusão que ela fez, hehe).

E aí, quando o jeguinho dos correios finalmente chegou aqui, olhem só que lindo. Em uma caixa toda floridinha, que espirituosa essa minha amiga!


E apesar do atraso dos correios, eles acertaram bem no dia. Foi um dia que eu estava toda tristinha, e de repente chega meu pai no quarto com essa caixa muito amor!

Ok, agora não vai ter jeito, vou ter que revelar quem foi minha amiga secreta né? Eis aqui:


Minha amiga secreta foi essa mineira-paulista, a grande responsável pela minha participação no AS. Alguém que tive a oportunidade de conhecer, perambular por SP e rir muito junto no ano passado, alguém que eu queria aqui na minha cidade pra estar junto sempre, se perder no metrô e rir de mim no karaoke (huahaua).

Foi uma surpresa muito feliz descobrir que a Dani me tirou no AS, essa mineira cheia de carinho que dá vontade de transformar em miniatura e por num vidrinho na cabeceira da cama.

Na caixa florida tinha docinhos de MG, que eu a-m-e-i (percebam como tirei a foto rápido pra poder comer meu presente logo, hahaha), foto minha, foto minha com ela, e uma carta de 63843 metros, que quase me fez chorar.

E eu que estava tristinha naquele dia,  sorri um monte vendo presente, lendo carta, e pra acabar de espantar o bode, pude me entupir que doces! Pensa num bode que saiu correndo?

E depois disso, com um mês de atraso provocado pelo amado Correios (Só que não), recebi também um mimo do Piauí que a Ju enviou para todas as participantes do AS.

Sempre ouvi falar da tal cajuína, e morria de vontade de experimentar, pois eu sou praticamente a louca do cajú. Amo a fruta, o suco, os doces, a castanha, tudo que é de caju me faz sapatilhar no céu, simplesmente adoro.

Com tanto atraso dos correios, morri de medo que minha cajuína chegasse quebrada, mas pra minha surpresa, chegou inteirinha! Com um cartão fofo e um imã de geladeira. Muito amor a Ju enviar essas coisinhas pra todas nós.




Finalmente experimentei a cajuína, e achei bem diferente do que eu esperava. Não se parece nada com suco de caju, e também não é refrigerante. A explicação que encontro pro sabor é: Doce de caju. Tem gostinho de caju em calda, uma delícia, simplesmente amei, não só pelo sabor, mas também pelo carinho da Ju engarrafado.

As blogueiras do AS são:  Ana, minha xará BelJuliane, Lile, Intense, , Patrícia Daltro

Meninas, adorei participar da brincadeira, presentear e ser presenteada, obrigada pelo convite pra participar e todo carinho. E um lindo 2013 pra todas nós!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Voo de Balão - Águas de São Pedro

Eu estava devendo uma infos sobre o voo de balão que fiz ano passado para a Vanessa, e pensei, por que não já não fazer um post né? Afinal, não é de hoje que quero começar a postar sobre as viagens que faço, porém, sempre acabo adiando e nunca posto. Então considerem esse o primeiro post da série!

Bom, eu "caí de paraquedas" nesse voo de balão, que na verdade foi um convite da minha amiga Vanessa (outra Vanessa), então não fiz pesquisas quanto as empresas de voo, visto que ela já havia definido voar pela Air Brasil, empresa que conheceu através de anúncio que viu em alguma revista de aventura. E o balão que voei, foi exatamente esse ai que aparece no site.

Mas deixando pra falar do voo um pouquinho depois, optamos por ir pra Águas de São Pedro no sábado a tarde, e nos hospedamos no hostel "Estrela da manhã", o único hostel de Águas de São Pedro, é aconchegante e tem uma fofa geladeira de vaquinha.

Chegamos lá no fim da tarde, e decidimos ir curtir a tradicional festa de São Pedro, que ocorre todos os fins de semana do Ano na cidade de São Pedro, que é colada com Águas de São Pedro, bem perto.

Lá tinha muita comida de festa junina, bingo, churrasco, só ficou devendo nas músicas juninas, ainda mais pq era junho! Na frente do local da festa, tem uma praça bonitinha, com um coreto, que rende algumas fotos. Além da estátua de um cara que "Viveu e morreu em São Pedro, e foi poeta, somente poeta" segundo a lápide, fato que rendeu algumas risadas.

Depois, por ali mesmo, terminamos a noite em um boteco bebendo cerveja. O dia seguinte era o dia de madrugar para o voo.



Era junho, pegamos um fim de semana extremamente frio em Águas de São Pedro. Durate o dia fez bastante sol, mas o voo começa às 6 horas da manhã, ou seja, a van da Air Brasil pegou a gente no hostel aproximadamente 5h30, quando estava MUITO, muito frio!! E ainda completamente escuro. Os voos só saem a esse horário, pois depois disso não é seguro devido a intensidade do vento.

As instruções da Air Brasil era ir com agsasalhos leves para "caminhada", pois o fogo do balão ajuda a aquecer o interior da cesta. MENTIRA. Seguir esse conselho me fez passar o maior frio DA MINHA VIDA. Olha que já passei bastante frio em outras situações, estando completamente molhada inclusive, mas nada superou o frio que passei o voo de balão.

Quando chegamos no "aeroporto", ainda no escuro, tivemos a oportunidade de ver a equipe abrindo o balão, e depois inflando. O Voo saiu quando ainda estava escuro, e não era nada do que parecia ser. A cesta comportava 16 pessoas, além do "piloto", era bem firme e passava total sensação de segurança. E não tinha saquinhos de areia (huahauhuahua).
Uma coisa interessante é que o voo não tem rota nem local de pouso definido, vai indo para onde o vento levar e o local de pouso é totalmente surpresa, tanto para nós quanto para o Piloto.

O Voo é lindo, mas não dá medo, parece algo totalmente seguro. Vimos o sol nascer do balão, e é legal ver as vaquinhas correndo lá embaixo quando veem o balão passado. Mais detalhes do voo eu vou ficar devendo, porque sinceramente, eu estava com tanto frio que não consegui curtir o voo direito, passei parte do voo agachada na cesta pra me proteger do vento ( sério rsrs)



Pousamos na fazenda Santa Maria, e ai sim, foi a parte com mais de mais emoção, pois o pouso começou no meio de um CANAVIAL. E balão saiu arrastando cana pra tudo quando é lado, e o piloto conta com nossa ajuda pra jogar o peso pra um lado e para o outro. Nesse momento, o carro de apoio já está no local (pois ele vai seguindo as coordenadas por gps), e desce pessoas do carro de apoio pra auxiliar a direcionar o balão pro lugar certo ( no caso, tirar do canavial), jogar peso pra um lado e pro outro, de acordo com as instruções do baloeiro) essa parte é bacana demais aahahahaha).



O nosso pouso foi "sem emoção", segundo o Feodor (Piloto), pois dependendo do vento, pode ocorrer o pouso "com emoção", onde nos instruem a se posicionar de maneira específica na cesta, pois ela VIRA na hora do pouso. (Ainda quero pousar com emoção um dia! haha)




E como é a tradição vinda de algum país cujo não me lembro o nome, esse carro de apoio trás os suprimentos necessários para um café da manhã regado a champagne, com um brinde ao sucesso do voo!


Após o voo, a van da Air Brasil nos levou pra pousada, onde tomei um dos banhos quentes mais gostosos da minha vida! Depois fomos conhecer a cidade, almoçar e visitar as fontes de águas medicinais fedidas. Mas não se engane, tanto o local para tomar banho quanto para coleta das águas, é completamennte encanado, com torneiras, pias e etc. Eu fui achando que íamos pegar água direto da bica, e que os banhos eram piscinas naturais, não é nada disso!

Não fizemos nada além disso, retornamos cedo para São Paulo. Mas lá tem um parque com algumas opções de esportes de aventura (arborismo e coisas assim), que pode ser aproveitado.


Quanto ao pessoal da Air Brasil, não tenho do que reclamar, super profissionais e gente boa. Depois o Feodor (Piloto) ainda nos mandou as fotos que a equipe fez por terra, bem como a rota que o balão percorreu no google earth.

O custo do voo, em junho de 2010, foi de R$ 300 por pessoa, incluindo o translado do hostel para o local do voo e o café da manhã. Como estavamos em um grupo grande, tivemos 5% de desconto sob esse valor.

domingo, 20 de novembro de 2011

Felicidade que não cabe na dispensa...

...e nem no meu estomago. E olha que ele é grande.

Pra ler ouvindo isso aqui.

Eu tô feliz, muito, sem exgero, novembro tá sendo o melhor mês no ano, quiça da minha vida. Não só novembro, setembro, outubro, também foram meses ótimos, cada um do seu jeito, mas novembro tá sendo especial.

Não que tenham acabado os milhões de problemas, não que eu não esteja puta com essa quantidade de trabalhos da pós que tenho pra fazer, mas o importante é que tô conseguindo viver apesar disso.

Semana passada foi aquela viagem pra São Tomé das Letras que todo mundo já deve estar cansado de saber, choveu, fez frio, e isso não estragou a viagem. Foi maravihosa, com amigos ótimos, tudo maravihoso....não consigo encontrar outra palavra pra descrever. Viagens já fiz muitas, muitas que foram boas, mas essa consegui curtir plenamente, COM MEU CABELO NOVO QUE NÃO ESTRAGAVA, obra divina, melhor coisa do mundo!

Tô tão feliz, por esse, e outros motivos, que tive que parar tudo pra bloggar aqui, pq não cabia em mim, não tá cabendo.

E daí que faz muito tempo que penso numa tatuagem, mas tudo que eu pensava pra tatuar, parecia que podia perder o sentido com o tempo, que no futuro poderia me arrepender. E ai, achei em São tomé um artista fantástico, que fez um camiseta pra mim super personalizada, uma escaladora de patins (é, pra vcs pode não ter sentido..rs), mas pra mim faz sentido, não só pela imagem, mas pelo momento que estou vivendo, esse desenho tem outro significado grande na minha vida embora eu não queira me extender falando disso aqui.

Mesmo que eu nunca mais escale, mesmo que eu nunca mais ande de patins, ela nunca vai perder seu significado. E agora que achei algo assim, finalmente ví sentido em fazer uma tatuagem, que particularmente, não acho uma coisa pra se fazer só pq é "bonitinho", tem que ter um significado (pra mim, cada um tem sua forma de pensar).


Claro que não vai ser exatamente como na camiseta, não vai ser com o textos, provavelmente o crepusculo também não, e talvez sofra outros ajustes. Vou na próxima semana conversar com o tatuador, aguardem!

Engraçado. Lendo posts de blogs antigos meus, que vocês nem tem acesso, percebo a quantos anos espero pra escrever esse post. Suspirando, sem ter nada pra reclamar, só a agradecer.

Enfim, tô praticamente em nirvana, meu coração tá quente. ME DÁ UM ABRAÇO?


obs: vocês vão achar que fumei um antes de escrever esse post né? huahauaa tô sóbria, juro.

domingo, 30 de outubro de 2011

As flores de plástico não morrem

(foto minha mesmo)

Esses dias estava no bar com as meninas e brotou o assunto "eu nunca ganhei flores".

Pra começar, o mundo inteiro sabe que eu "não gosto" de ganhar flores. Primeiro tenho dó das flores que vão enfeitar uma mesa no máximo uma semana e vão morrer, segundo que, sendo prática, elas não tem utilidade (podem me chamar de insensível haha), prefiro que elas fiquem plantadas nos seus cantinhos, prefiro flores na minha jardineira (se eu tivesse uma) do que na minha mesa, prefiro ver uma flor bonita por ai e fazer uma foto legal, prefiro que fotografem uma flor, mostrem a foto e digam: lembrei de você, mas flores "defuntas", não, não fazem meu tipo. Não significa que vou odiar se vir a ganhar, provavelmente vou gostar pelo carinho que a pessoa teve, enfim, ahh, vocês entenderam.

Ai também parei pra pensar nas "flores" que ganhei (como se tivessem sido muitas blááá).

Flores flores, do jeito clássico, um bouquet, com cartão e bla bla bla, ganhei uma vez, de alguém que (sorry), não significava nada para mim. Um cliente doido da empresa que eu trabalhava que, sei lá pq cargas d'água, resolveu me perseguir. Saí uma vez pra tomar um café com ele, vencida pela insistência, e fiquei putissíma da vida pq o sujeito não parava de tentar me agarrar, mesmo eu dizendo com todas as letras que não ia rolar. Daí depois ele pediu mil desculpas e enviou as tais flores. E depois de continuar sendo perseguida por um tempo, acabou por ai.

Outra vez um menino que fiquei, que gente, só depois aceitei, mas era gay enrrustido com certeza. No first date ele me contou que colecionava orquídeas, vai vendo (esse não foi exatamente o motivo dessa conclusão, mas enfim). Outro dia ele me falou de umas flores que "não morrem", não lembro o nome, são umas flores pequenininhas muito usadas para arranjos secos, quando elas "morrem" ficam secas e inteirinhas, continuam bonitas, enfim, no próximo encontro ele tirou do bolso duas ou três florzinhas dessas e me deu.

E a mais recente e nada a ver, semana passada, e pessoa fez uma espécie de dobradura com o canudinho da caipinha e colocou na minha frente, eu nem tchum. Depois veio o garçom, levou os copos e levou "a coisa de canudo" também. Algum tempo depois ouvi "cadê a florzinha que eu te fiz?" huahuahua. ok - era uma flor, mas não parecia, juro.

Uma flor de canudo, uma flor de plástico. Uma dessas que não morrem.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A solidão dos números primos

Eis que um dia eu tava falando com o @paulololol por msn, e comecei a conjeturar sobre os números primos, sobre como eles são sozinhos, sobre como eles são tão eu. Daí a conversa virou aquela zona de gente doida, pois classificamos os números de acordo com o seu grau de solidão e promiscuidade, e claro, os primos "somos nózes"...

(pra vocês podem não fazer sentido assim no começo, mas é que eu sou de exatas gente, me entendam haha).

Daí que uns dias depois, ou eu ou ele achamos um livro chamado justamente "A solidão dos números primos" e eu achei fantástica essa coisa de existir um livro que explanasse a minha teoria (eu pensava isso antes do livro, juro, @paulololol é testemunha), daí fiquei querendo esse livro e nunca comprei, passou, esqueci..

Daí que ontem a lindosa @a_sarita comentou que estava lendo esse livro, e depois de eu praticamente colocar uma arma na cabeça dela, ela me enviou esse trecho que fala da teoria dos números primos....e é lindo, lindo, e é tão eu.

Daí eu queria compartilhar, tenho certeza que mais gente vai se identificar.

Os números primos são divisíveis por um e por si mesmos. Estão em seus lugares na série infinita dos números naturais, comprimidos entre dois, como todos, mas um passo adiante em relação aos outros. São números suspeitos e solitários, e por isso Mattia os achava maravilhosos. Algumas vezes pensava que naquela sequencia houvesse finitos, que, por engano, tivesse ficado presos, como pequeninas pérolas enfiadas num colar. Outras vezes, no entanto, suspeitava que eles também gostariam de ser como todos, apenas números quaisquer, mas que, por algum motivo, não tinha sido capazes. Este segundo pensamento lhe ocorria sobretudo à noite, no emaranhado caótico de imagens que precede o sono, quando a mente está demasiado debilitada para contar mentiras a si mesma.

Em um curso do primeiro ano, Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chama de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase próximos, porque entre ele s sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente. Números como o 11 e o 13, como o 17 e o 19, o 41 e o 43. Com paciência para continuar contando, descobre-se que esses casais logo rareiam. Encontram-se números primos cada vez mais isolados, perdidos naquele espaço silencioso e cadenciado, feito apenas de cifras, e se tem o pressentimento angustiante de que os casais encontrados até ali sejam um fato acidental, que o verdadeiro destino seja mesmo permanecer sozinhos. Então, justamente quando se está presetes a desistir, quando já não se tem vontade de contar, eis que se esbarra em outros dois gêmeos, agarrados um ao outro. É convicção comum entre os matemáticos que, até onde se possa avançar, sempre haverá outros dois, mesmo que ninguém seja capaz de dizer onde, até que sejam descobertos.

Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos mas não o bastante para se tocar de verdade. Ele nunca dissera isso a ela. Quando imaginava confessar-lhe essas coisas, a sutil camada de suor das suas mãos evaporava completamente, e durante longos dez minutos não era mais capaz de tocar nenhum objeto.


(EM A solidão dos números primos)

** seca a lagriminha

**** Obrigada Sarita!!